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SÓ INDO QUE SE VAI

Caraíva - muito mais do que só o vilarejo mais antigo do Brasil

Atualizado: 11 de set. de 2025

Se você der um google com a palavra “Caraíva”, em segundos vai saber que ela é considerada o vilarejo mais antigo do Brasil de acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Brasil (iphan), está localizada no litoral sul da Bahia, na rota costa do descobrimento, e que é uma vila que impressiona por suas ruas de areia, ausência de automóveis e construções rústicas.


Essa é a Caraíva de quem lê, ou de quem passa por lá às pressas… 


Tivemos o privilégio de morar lá por três meses e digo que é um tempo ínfimo para entender tudo o que essa vila é na sua essência e no seu cotidiano.


Caraíva é em sua máxima, um lugar onde rio e mar se encontram bem diante dos olhos, é possível ver as águas se misturando, é possível nadar entre água doce e água salgada ao mesmo tempo. 


É o sagrado e o mistério do rio, com o selvagem e infinito do mar, ambos, bem ali, juntos, pra sentir e pra tocar.


Caraíva é a ancestralidade da canoa, ativa, em plena atividade diária. 

Caraíva é o remo. É a zinga. O canoeiro que ainda faz dessa prática, o seu ganha pão.

É a magia de vê-los deslizando suavemente sobre as águas ao pôr do sol.


Caraíva é as crianças que sobem em árvores, que caçam caranguejos, que aprendem e praticam o ofício da pesca desde muito cedo.


Caraíva é menino que fala “Oxe”, “Oxente”, e pronuncia a palavra com tanta intimidade que não há como duvidar que ele é filho nascido dessa terra baiana.


Caraíva é Arte espalhada em cada canto nas pinturas da Duca, figura ícone da vila.


Caraíva é saúde e lazer aplicada nas altinhas de fim de tarde na beira do rio.

É, os drinks refrescantes com o pé na areia. E as  refeições deliciosas nos restaurantes simples, ou na alta gastronomia. 


Caraíva é, os passeios sem compromisso e sem hora pelas ruinhas enfeitadas e floridas, que quando menos se espera, desembocam no mar, como uma porta que une dois paraísos.


É os moradores que aprenderam a viver e crescer em um lugar onde tudo é difícil pra chegar.


É a pesca. Os pescadores.

Os barquinhos coloridos 


É a charrete no meio da rua e lugares fotogênicos espalhados em cada canto.


Caraíva é a alegria, o buchicho, o papo solto da galera que se junta no “Ponto dos Mentirosos”.. é o pastelzinho de arraia.


É a tapioca da Paty.

O bolovo do Birita

A Kombuxando da Fabi

o drink de cacau do Recanto do Tatá.


Caraíva é esporte. A canoa havaiana, de profunda conexão com a natureza, ou, a adrenalina pura, como o kitesurf do “Selva”.

 

Caraíva é as alterações de maré que transformam a paisagem todos os dias.


É uma caminhada de introspecção para a Praia do Satu.


É os banhos de mar nas piscinas naturais da Pedra do Nego.


É fogueira na praia nas noites de lua cheia. 

É a capoeira.

É, as festas mais animadas e com a melhor vibe, no hostel Caramuru.


Caraíva é esfolar a sola do pé de tanto pisar na areia fofa. 


É o forrozinho - com aulas gratuitas - toda segunda-feira na pracinha da igreja.


É uma igreja, tão antiga, que possui óleo de baleia na sua construção.


Caraíva é lugar de encontros, de surpresas, onde o relógio e o calendário não importam muito, o tempo lá é regido diferente, as marés e a lua, sim, ditam muita coisa.


Caraíva é ligação forte e direta com a cultura indígena.


Caraíva são folhas coloridas boiando no rio “coca-cola”.


Caraíva é Olavo, o burrinho que todos conhecem e respeitam como gente.


Caraíva é os cachorros que te adotam, que passeiam com você na praia e te acompanham o dia inteiro, ou até decidirem que é hora de adotar outro visitante.


É nascer do sol na praia, e pôr do sol no rio, com direito a show de andorinhas no céu.


É água de coco. Batida de coco. Sorvete na praia. Café em lugares aconchegantes e charmosos.


Caraíva é a história e a memória do Tazinho. O homem do mar de Caraíva, o guardião da barra.


Caraíva é risos. Amigos.


É uma casinha com paredes verdes, portas e janelas vermelhas e, uma frase que diz; 

“Sorria você está em Caraíva”



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